Domingo, 29 de Junho de 2008

Brasil foi o quinto maior crescimento em telefonia celular em 2007

A revista norte americana Forbes fez uma pesquisa sobre os maiores mercados mundiais de telefonia celular de 2007, onde o Brasil aparece em quinto lugar, com a adição de 21 milhões de novos aparelhos.

O primeiro lugar foi da China, onde foram vendidos em 2007 mais de 86 milhões de aparelhos celulares, seguida da Índia com 84 milhões de celulares novos. O expantoso crescimento na Índia deve-se à combinação da melhoria do nível de renda da população com a precária infra-estrutura existente em telefonia fixa - com isso, grande parte dos novos usuários de telefones celulares por lá são pessoas que pela primeira vez na vida tem acesso a uma rede telefônica.

Em terceiro e quarto lugar vem, respectivamente, a Indonésia e o Paquistão, com 29 milhões e 28 milhões de aparelhos vendidos em 2007.

Com relação ao Brasil, em 2006 estávamos na sétima posição no mundo em crescimento da rede de telefonia celular. Isto indica que o crescimento no número de usuários de telefones móveis foi mais intenso em 2007, contrariando algumas previsões que apontavam para uma tendência de saturação do mercado brasileiro.

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

ARM oferece curso 'online' grátis sobre microcontroladores

Está disponível no seguinte link um mini-curso online sobre microcontroladores:
http://www.techonline.com/learning/course/208800447

O curso é composto de uma série de slides, acompanhados de áudio explicativo (tudo em inglês). Para assistir o curso todo leva-se aproximadamente 75 minutos, mas é possível assistir uma parte, interromper, e continuar mais tarde. Este curso é totalmente gratuito e foi preparado pelos engenheiros e técnicos da empresa ARM, fabricante dos microcontroladores mais usados nos telefones celulares.

O conteúdo do curso é o seguinte:
- Definition of a microcontroller.
- Comparisons with microprocessors and DSPs.
- Early history of microcontrollers.
- Description of the main hardware blocks.
- Explanation of trends in the industry.
- Listing of current microcontroller vendors.
- Basics of programming a microcontroller.
- Contents and usage of an evaluation kit.
- Issues to consider when selecting a microcontroller.

No link abaixo encontra-se a relação de outros cursos online, todos preparados e ministrados por pessoal técnico ligado a grandes empresas da área de eletrônica.
http://www.techonline.com/learning/course/most_popular/?annualTotals=true&itemType=tol_top_courses



Fonte: TechOnline

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

ExpoGPS 2008 debate o mercado de navegadores e a convergência das aplicações GPS

De 15 a 17 de julho acontece, no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo, a primeira edição da ExpoGPS - Congresso Latino Americano de Localização e Rastreamento. O evento é uma realização da empresa Reed Alcantara Machado e tem apoio da Gristec (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento) e NTC & Logística (Associação Nacional de Cargas e Logística).


É inegável que a tecnologia do posicionamento por satélite está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Rastreamento de carros e caminhões, navegação veicular, GPS no celular, rastreamento de animais e pessoas, e assim por diante. Nesse crescimento, há um setor que se destaca: dispositivos móveis com GPS integrado.

Pela própria demanda dos usuários, a telefonia celular amplia o foco de serviços e funcionalidades que podem estar presentes em um único aparelho. Fotografia, reprodução de áudio e vídeo, e acesso à internet são os principais reflexos da convergência que tomou conta desse mercado.

A pergunta é simples: se o dispositivo móvel tem tudo isso, por que não acrescentar a funcionalidade de navegação? Pois bem, a resposta está no percentual extremamente positivo na venda de aparelhos móveis com GPS integrado e na rápida reação das fabricantes e operadoras de telefonia celular para se adaptarem a essa nova demanda dos usuários.

Para discutir a grande convergência das aplicações GPS, e ExpoGPS traz à tona, no dia 16, dois debates importantes. Das 9h às 10h45 acontecerá, no auditório 6, a discussão "Tecnologia de localização portátil - Tendências", que terá Fernando Felice da Universidade Positivo como moderador e Tarik Sarhan, da Wise Telecom, e Theodoros Megalomatidis, da FindMe, como palestrantes.

Também no dia 16, das 11h às 12h30, no auditório 5, a discussão especial será sobre "Desafios do mercado de navegadores no Brasil", que contará com a presença da Tracksource, representada por Alex Rodrigues como moderador do debate. Guilherme Gomide, da Mio - Maplink, Thierry Alain Jean, do Apontador - Webraska, e Emanuele Farini, da Emotion - TomTom, serão os palestrantes.

No dia 17, também no horário das 11h às 12h30, o depate será sobre "Tecnologia e Privacidade". Participarão Ewaldo Luiz M. Mehl (Universidade Federal do Paraná e site NoWires) e Theodoros Megalomatidis, da empresa FindME.


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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Serviços WiMAX se ampliam no mundo todo. Mas serão só testes?

A empresa World Cellular Information Service (WCIS) fez um levantamento das implementações de sistemas WiMAX em todo mundo, disponível nos dois quadros abaixo (clique sobre as tabelas para obter uma imagem ampliada).



A pesquida da WCIS diz que se tratam de serviços comerciais, mas estes dados devem ser vistos com cautela. No Brasil, a WCIS listou quatro empreendimentos realizados com tecnologia WiMAX, citando as empresas Embratel, Brasil Telecom, Grupo Sinos e Neovia.

Das empresas citadas apenas a Embratel parece ter um serviço comercial, que segundo algumas notícias teria sido lançado exclusivamente para empresas na cidade de Porto Alegre (no site da Embratel não existe nenhuma confirmação sobre a disponibilidade deste serviço). Ao mesmo tempo, Maurício Vergani, diretor-executivo da Embratel Empresas, durante o seminário Internet Móvel - Mobilidade ao Alcance do seu Negócio, anunciou que a Embratel somente oferecerá Internet via WiMAX para clientes residenciais em 2009.

Já sobre a Brasil Telecom sabe-se que fez testes de propagação usando equipamentos WiMAX da Alcatel em Curitiba, mas não lançou nenhum serviço comercial até o momento. A Brasil Telecom tem licença na faixa de 3,5 GHz nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, devido à compra da empresa Vant. De acordo com uma nota da empresa divulgada para a imprensa nesta sexta-feira, 20 de junho de 2008, a rede Wimax da Brasil Telecom em Porto Alegre já está pronta, testada e funcionando temporariamente em caráter experimental. Ainda de acordo com o texto, a BrT estaria apenas aguardando a "certificação de alguns equipamentos para ativação comercial", sem mencionar maiores detalhes ou estimar prazos. Não é a primeira vez que a Brasil Telecom promete serviços de conexão à internet com tecnologia WiMAX na capital gaúcha. Em novembro de 2006, o lançamento da novidade foi previsto para 2007.

A Neovia tem um serviço comercial, limitado a algumas regiões da capital paulista. O Grupo Sinos fez testes com equipamentos WiMAX montados em parte no Brasil pela empresa gaúcha Parks, mas não lançou serviço comercial até o momento - o foco do Grupo Sinos é a área editorial, com jornais e revistas dirigidos ao setor coureiro-calçadista do Rio Grande do Sul.

Em conclusão, pelo menos no caso do Brasil, os dados da WCIS referem-se mais a testes de equipamentos WiMAX do que a serviços de fato disponíveis para o público.

Fontes: WiMAX Vision - June 2008 + Embratel + Brasil Telecom

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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

iPhone ou HiPhone? Cuidado ao comprar!


Já chegaram ao Brasil algums iPhone fakes, que tentam imitar o legítimo telefone celular da Apple. O fato preocupante é que estes falsos iPhones, que usam o nome HiPhone, tem diversas características que funcionam de forma muito parecida com o produto legítimo e que, portanto, podem facilmente enganar os incautos que pensarão estar comprando um autêntico iPhone. Até a caixa é muito parecida com o legítimo iPhone!

Conforme a primeira foto acima, na parte traseira do falso iPhone não existe o logotipo da empresa Apple em forma de uma maçã e está bem claro o nome HiPhone. Mas há notícias que vendedores pouco escrupulosos removem a tampa traseira original e colocam em seu lugar uma outra, com um falso logotipo da Apple. Também, de modo impressionante, ao se ligar o aparelho aparece na tela o logotipo da maçã, idêntico ao da Apple!
Os vídeos abaixo mostram que, sendo possível uma comparação direta, o HiPhone tem a tela menos brilhante que o iPhone legítimo. A tela é sensível ao toque nos dois aparelhos, mas no caso do iPhone legítimo a sensibilidade é bem maior; no HiPhone freqüentemente a tela não responde imediatamente a toques rápidos.

Outras diferenças são:

  • O HiPhone é um telefone celular GSM que aceita dois cartões SIM. Isso não ocorre no iPhone da Apple, onde é possícel instalar um único cartão SIM.

  • O HiPhone não tem um browser para acessar a Internet via WiFi. Aparentemente ele nem tem WiFi.

  • O HiPhone grava vídeos com a câmera embutida. O iPhone da Apple não faz isso.

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

TV digital: Preço do conversor volta a criar polêmica e dicas para assistir às primeiras emissões sem gastar uma fortuna

Segundo notícia de ontem no site da Folha de S.Paulo, o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a tocar no assunto do preço do conversor para a TV digital. A manifestação do Ministro foi feita no Rio de Janeiro, no lançamento do sinal da TV Globo naquela cidade. Segundo o Ministro, a Proview, empresa de Taiwan que tem fábrica em Manaus, vai lançar um conversor ao preço de R$ 230, disponível na cidade de São Paulo a partir do dia 4 de julho e, logo depois, também à venda em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

A reportagem da Folha verificou, no entanto, que o valor de R$ 230 é o preço que a Proview vai praticar para o lojista. Ou seja, adicionando-se a margem de lucro do vendedor varejista, o preço disponível para o consumidor final será mais alto. De acordo com o diretor industrial da Proview, o valor citado pelo Sr. Ministro se refere a um conversor com resolução de 1080 linhas, portanto adequado para os aparelhos de TV com telas de plasma ou LCD e chamados Full HD.

Fizemos uma consulta ao site Americanas.com e verificamos que atualmente o conversor para TV digital mais barato à venda ali é o da Positivo, em uma oferta de R$ 499. Este equipamento, no entanto, não tem saída em alta resolução, sendo indicado somente para aparelhos de TV analógica tradicionais. Este modelo tem um conector de saída que pode ser ligado ao terminal de antena do aparelho de TV, permitindo assistir à programação digital no canal 3 ou no canal 4. Outra possibilidade é usar um cabo de áudio e vídeo com conectores RCA, ligando-se o conversor à entrada de vídeo composto do televisor e às entradas de áudio analógico em estéreo (claro, se o aparelho de TV tiver este tipo de entradas). Como o trânsito do sinal entre o conversor e o televisor se dá de forma analógica, a qualidade de imagem é boa, porém apenas compatível com a que se tem ao assistir um filme em DVD no aparelho de TV analógica.

Também no site da Americanas.com existe um outro conversor da Positivo, desta vez indicado para a recepção de sinais digitais em televisores de alta definição. Para este outro modelo o preço no referido site é R$ 799 e o equipamento possui saída de sinal em alta definição, para aparelhos de TV com 720 e 1080 linhas de resolução, através de conector tipo HDMI. As saídas em RF e em vídeo composto também estão presentes, como no modelo mais barato.

A maioria dos especialistas diz que, para televisores com tela de LCD até 40 ou 42 polegadas a resolução de 720 linhas é suficiente, pois estes aparelhos possuem a capacidade de mostrar as imagens no chamado "formato entrelaçado", ou 1080i. Neste sistema o sinal é captado da emissora em 1080 linhas, mas utiliza-se um "truque" eletrônico para mostrar a imagem: a cada quadro recebido o circuito eletrônico interno do aparelho aproveita a metade (720 linhas) para compor a imagem e, logo em seguida, usa a outra metade para compor novamente a imagem na tela. A impressão visual ao telespectador é de uma imagem de maior qualidade do que se teria numa transmissão "pura" de 720 linhas, com a vantagem do televisor ser mais barato. Ao escolher este tipo de aparelho de TV, o usuário deve verificar se ele tem resolução de 1366 X 768 pixels e opera nos modos 720p e 1080i.

No caso de televisores de telas com mais de 40 polegadas, começa a ser interessante comprar aparelhos chamados Full HD, que tem telas capazes de aproveitar integralmente o sinal de 1080 linhas emitido pela estação transmissora. Neste caso o preço sobe significativamente, pois a tela tem uma resolução de 1920 X 1080 pixels. Para estes televisores, deve-se verificar se as especificações deixam claro que o aparelho é capaz de operar no modo 1080p. Geralmente os televisores com esta característica tem telas com mais de 42 polegadas. Os modelos com exatamente 42 polegadas encontram-se na fronteira entre a real necessiadade da resolução "plena" de 1080p e da "entrelaçada" de 1080i. A maioria das pessoas não consegue, sentados no sofá, observar diferença de qualidade entre um televisor de 42 polegadas e 740 linhas no modo 1080i de um outro do mesmo tamanho mas com característica Full HD e operando no modo 1080p. A não ser, é claro, que a pessoa examine a tela do televisor com uma lupa ou assista aos programas desconfortavelmente próxima da tela...

Uma "dica" dos especialistas é que a TV deve ser assistida a uma distância de pelo menos 3 vezes a diagonal da tela. Esta recomendação é tanto baseada no efeito visual (para que os olhos possam perceber a tela inteira sem se mexer) como por autoridades médicas (para que não cause cansaço visual ao telespectador). Por exemplo, um aparelho de televisão com tela de 42 polegadas deve ser assistido em um sofá ou poltrona situado a uma distância de 3 X 42 polegadas do aparelho. Transformando polegadas em metros (1 polegada = 2,54 centímetros), chegamos portanto a uma distância de 3,20 metros, compatível com a maioria das salas das casas e apartamentos de classe média do Brasil. Fazendo o mesmo cálculo para um televisor com tela de plasma de 60 polegadas, obtém-se uma distância mínima de 4,60 metros. Ou seja, além do usuário gastar um valor que lhe permitiria comprar uns cinco aparelhos de 42 polegadas, terá que dispor de uma enorme sala para montar o seu home theater doméstico. Evidentemente os vizinhos vão ficar com inveja, mas, no final, o efeito visual é o mesmo que ele teria com uma TV de 42 polegadas a 3 metros de distância.


A maioria das pessoas não sabe, porém, que a maneira mais barata e fácil de assistir a programação de TV digital não é na nossa antiga TV analógica, mas sim usando o computador. Já existe à venda diversas versões de receptores de TV digital para microcomputadores, que se ligam a um conector USB. Este tipo de receptor é totalmente compatível com o Sistema de TV digital Brasileiro (ISDB-T) e, após instalado, permite sintonizar os canais digitais em UHF e assisti-los em uma janela no monitor do computador. É verdade que este tipo de conversor usa o padrão de TV-móvel, com a chamada "Recepção 1SEG", originalmente destinada a ser assistida nas pequenas telas dos telefones celulares. Portanto a imagem da programação de TV digital aparece no computador em uma janela pequena, de 320x240 pixels (formato tradicional 4:3) ou 320x180 pixels (quando a programação tem o formato widescreen de 16:9). Não é nada extraordinário, mas se usarmos o receptor 1SEG em um monitor de LCD ou em um notebook a imagem fica melhor do a que se tem em uma TV analógica com um set up box de R$ 499. Este tipo de receptor USB-1SEG tem para vender em lojas de informática e no site da Americanas.com encontramos diversos modelos, com preços entre R$ 319 e R$ 179.




Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Portais de localização MapLink e Apontador anunciam fusão

Os portais Apontador e MapLink, que são os principais sites brasileiros de mapas e localização, estão unindo suas atividades. As marcas e sites continuarão a existir separadamente, porém as equipes comerciais, as linhas de serviço e o desenvolvimento de tecnologia serão unificados.

Juntas, as empresas possuem uma base de 6 milhões de visitantes únicos por mês. Com a fusão, os diretores prevêem um crescimento de 80% no faturamento, nos próximos 12 meses, justificado pelo aumento da publicidade on-line e serviços mobile. Segundo os executivos da holding, a sobreposição de internautas que visitam os dois portais é pequena. O MapLink tem maior ênfase em informações rodoviárias, enquanto o Apontador concentra suas operações em dados urbanos. Os serviços são gratuitos, e ambas têm o mesmo fornecedor de base cartográfica: a empresa Tele Atlas.

Segundo o Alexa, um dos serviços que medem o tráfego de usuários de internet, os dois portais estão entre os Top100 em tráfego da internet brasileira. A expectativa é chegar, ao final deste ano, a 10 milhões de usuários únicos mensais, além de estender a atuação aos demais países da América Latina. Hoje, o Apontador possui conteúdo de mapas da Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela. O próximo passo da nova empresa será a expansão para o mercado mexicano.

O primeiro produto desenvolvido em conjunto pelo Apontador e a MapLink será lançado nesta segunda-feira, dia 23 de junho. Com o sistema de localização "Onde Estou", o usuário poderá saber se um parente ou amigo está nas proximidades, por e-mail. Se preferir não ser identificado, o usuário poderá ficar "invisível" para as pessoas que compõem a sua rede.

Fonte: MundoGeo

Samsung apresenta seu 'iPhone' com Windows


O novo iPhone-3G da Apple ganha seu primeiro concorrente direto usando o sistema operacional Windows Mobile 6.1 Pro. É o modelo Omnia da Samsung, recém apresentado à imprensa. O telefone vem com memória de 16 GB e uma versão compacta do Microsoft Office instalada, que permite visualizar arquivos do PowerPoint, Excel e Word. Tem uma câmera de 5 M-pixels com flash e tela sensível ao toque, com funções muito semelhantes ao produto da Apple. Também de forma semelhante à nova versão do iPhone, tem conectividade a redes 3G (tecnologia HSDPA, até 7,2 Mbps), EDGE, GPRS e WiFi. Mas apresenta como diferencial o fato de ter um slot para cartões de memória adicionais, coisa que o iPhone não tem. Também a Samsung apresenta a possibilidade de se usar um mouse óptico sem fios semelhante aos dos computadores para controlar de forma mais fácil as funções do aparelho e para navegar na Internet. Como o iPhone, o celular da Samsung tem um acelerômetro interno, que muda automaticamente o display para o modo paisagem quando o usuário gira 90 graus o aparelho. Outra característica interessante, ausente no iPhone da Apple, é uma saída em vídeo composto, que permite conectar o aparelho a uma TV comum. Isto pode ser útil para apresentar filmes, fotos e arquivos do Office para uma platéia maior, principalmente em reuniões de negócios. O celular também recebe sinais de satélites GPS, podendo ser usado como navegador com um software adicional.

O aparelho Omnia foi apresentado pela Samsung no evento CommunicAsia, que ocorre em Singapura de 17 a 20 de junho. O aparelho será lançado na próxima semana no mercado asiático, e em julho na Europa. Ainda não foi divulgado o seu preço.

Fontes: Samsung e Aving USA

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Sistema sem fios permite controle em 'primeira pessoa' de mini-automóveis


Qualquer um de nós, quando fomos crianças, nos imaginamos pilotando os nossos carrinhos de brinquedo. Pois a tecnologia sem fios faz agora com que isso seja possível, através de um equipamento sofisticado destinado a automóveis de controle remoto. A empresa chinesa Fat Shark Wireless (literalmente traduzindo, "Tubarão Gordo") está disponibilizando um conjunto formado por um controle remoto na faixa de 27 MHz e um óculos dotado de mini-monitores, com os quais o usuário pode pilotar um pequeno veículo RC elétrico como se estivesse sentado no lugar do piloto. É a mesma visão que se tem nos video-games chamados de "Primeira Pessoa", onde se tem o ponto de vista dos olhos do personagem.
Remote2
O óculos tem visão binocular com dois displays de LCD embutidos e tem acoplado um acelerômetro, que faz com que a câmera no carrinho se mova de forma sincronizada aos movimentos da cabeça do operador. Tem também dois pequenos alto-falantes que reproduzem o som em estéreo captado por microfones instalados no carrinho. Assim é possivel não só ver mas também ouvir os sons que chegam ao veículo!

O vídeo abaixo mostra o resultado surpreendente: se a cabeça do operador se move para direita e para a esquerda, para cima e para baixo, a pequena câmera instalada no veículo reproduz os movimentos de forma semelhante. Isto permite, por exemplo, olhar "em volta" a paisagem enquanto pilotamos o carrinho, como se fossemos o pequeno piloto no cockpit do automóvel. A comunicação entre a câmera e o óculos é feita por um link independente do controle-remoto do veículo, operando a 488 MHz.


A revista norte americana Wired fez uma análise do brinquedo e achou-o sensacional. O motor que impulsiona o carrinho é bem potente e permite manobras radicais, subindo ladeiras, andando na lama e correndo atrás dos cachorros pelo quintal. No entanto disseram também que
há problemas com o sistema de transmissão entre o motor e as rodas, que podem travar, além de terem conseguido entortar o eixo dianteiro devido a algumas manobras mais ousadas. Pareceu-lhes portanto que o brinquedo tem que evoluir na sua montagem mecânica, tornando-o mais resistente. Outra crítica foi a falta de um manual, ficando difícil "adivinhar" onde vão os cabos a partir somente das fotografias da caixa e do site.

O kit completo, com carrinho, controle-remoto, câmera e óculos fica em torno de US$ 1000 e só pode ser comprado por enquanto diretamente de revendedores chineses, como a AeroPix.

Remote

Fontes: Fat Shark + Vimeo + Wired

Fone de ouvido Bluetooth tem alcance de 70 metros



A empresa coreana Jabra é especializada na fabricação de fones de ouvido, para as mais diversas aplicações. Ela acaba de lançar um novo modelo de monofone sem fios que pode ser ligado a um computador, em um telefone convencional, ou em um telefone celular. O produto usa a tecnologia Bluetooth e promete alcance de sinal até aproximadamente 70 metros de distância da estação-base.

O novo modelo, designado como M5390, destina-se principalmente para ser usado no ambiente comercial por pessoas que tem que atender ligações telefônicas de diferentes origens. Assim, por exemplo, o usuário pode usar um único fone de ouvido para atender as ligações que recebe no ramal telefônico da empresa e no telefone celular. Um adaptador USB possibilita também a conexão da estação-base a um computador, permitindo o atendimento de ligações que venham através da rede IP, como as do programa Skype.

O atendimento às chamadas é controlado por botões existentes no headset. O fone tem somente 18 gramas e incorpora tecnologia DSP para cancelamento de ruído. Uma bateria recarregável embutida no fone promete até 6 horas de conversação e tempo em espera de 60 horas.

WiMax Forum anuncia a certificação dos primeiros equipamentos Wave2 MIMO

O WiMAX Forum, entidade internacional que reúne fabricantes de equipamentos com esta tecnologia, anunciou ontem (17 de junho de 2008) os primeiros dez produtos que receberam a certificação correspondente à tecnologia MIMO, também conhecida como WiMAX Wave2.

Os equipamentos são dos fabricantes Airspan, Alvarion, Beceem Communications, Intel, Motorola, Samsung, Sequans Communications e ZyXEL, todos destinados à faixa de 2,5 GHz. Entre os equipamentos encontram-se quatro estações-base, a serem instaladas nas operadoras do sistema WiMAX, juntamente com seis estações móveis, também conhecidas como terminais WiMAX, destinadas aos clientes da rede. O anúncio foi feito durante Congresso Global do WiMAX Forum que está se realizando em Amsterdã, na Holanda.

No mesmo anúncio foi também definido o calendário das próximas certificações, que serão concentradas em equipamentos para as faixas de 3,5 GHz e 2,3 GHz, de modo se ter um conjunto completo de equipamentos certificados para o mercado até o final de 2008.

A especificação WiMAX Wave2 é destinada a serviços móveis e apresenta diversas melhorias em relação às primeiras versões de equipamentos da norma IEEE 802.16e que foram lançadas até agora. A principal delas é o uso da tecnologia MIMO (Multi-Input Multi-Output), que já é usada nos equipamentos WiFi da norma IEEE 802.11n. Basicamente a tecnologia MIMO consiste na transmissão do sinal simultaneamente por dois ou três transmissores, cada qual com a sua antena, e a recepção deste sinal pelo mesmo número de receptores e antenas independentes. Apesar de se ter vários transmissores e receptores, utiliza-se a mesma freqüência de portadora em todos eles, de modo a usar mesma faixa do espectro. Com o uso de técnicas de processamento digital de sinais e considerando que os tempos de propagação entre as múltiplas antenas é ligeiramente diferente um do outro, obtem-se uma taxa de transmissão de dados significativamente maior do que a se teria com um único transmissor e um único receptor. No caso de WiFi 802.11n são usados três transmissores e três receptores, sendo por isso chamada de tecnologia MIMO 3x3. Já para WiMAX Wave 2 é usada por enquanto a tecnologia MIMO 2x2.

Segundo os fabricantes, os equipamentos que acabaram de ser certificados pelo WiMAX Forum atingem até 37 Mbps para a recepção de dados pelos usuários e um máximo de 10 Mbps para a transmissão. Para se ter uma idéia desta velocidade, será possível ao usuário fazer o download de um arquivo de música em MP3 de 3 MB em 0,7 segundos e um arquivo de filme de 700MB em menos de 3 minutos.

O grande destaque do anúncio de ontem foi a empresa coreana Samsung, que já tinha conseguido recentemente a certificação de uma placa PCMCIA na norma IEEE 802.16e (no caso, do tipo Wave1, sem MIMO), conforme noticiado recentemente no site NoWires. Desta forma a Samsung se torna a única empresa até agora que possui estações móveis tanto do tipo Wave1 como Wave2. A Samsung anunciou que tem condições de iniciar imediatamente a produção de estações móveis PCMCIA Wave 2, como a mostrada na foto acima, que estarão disponíveis para os clientes das empresas SK-Telecom (South Korea Telecommunications) e KT (Korea Telecom Corporation). Há indícios que serão disponibilizadas também para os futuros clientes da rede WiMAX que a Sprint-Nextel está montando nos EUA.

Fontes: WiMAX Forum & Aving USA

Assista canais de TV do mundo todo no seu computador! Programa brasileiro MegaCubo tem recorde de downloads (e é apenas o começo de uma mudança)


Um fenômeno recente na Internet é o número de transferências via Internet que tem sido feitas do programa MegaCubo, desenvolvido por um grupo de brasileiros. A grande atração do software, compatível com os sistemas Windows XP e Windows Vista é permitir assistir no computador a diversos canais de TV de várias partes do mundo, inclusive alguns canais disponíveis no Brasil até agora somente através de pacotes de TV por assinatura (NET, TVA e SKY, entre outras).


O programa está disponível gratuitamente em diversos sites. No nosso caso, baixamos e testamos a versão 4.0.8 disponível no site Hot Share. O programa também estava disponível até há alguns dias no site Superdownloads, líder no segmento de downloads de softwares no Brasil, mas quando o procuramos novamente para escrever este post o programa não estava mais lá. Segundo a página do Superdownloads, o programa MegaCubo tinha sido baixado 640 mil vezes, o que talvez tenha levado o site a excluí-lo por problemas de sobrecarga na sua rede.
O arquivo de instalação da versão 4.0.8 do MegaCubo tem aproximadamente 9 MB e foi instalado sem problemas tanto num computador com Windows XP como em um notebook com Windows Vista. Após instalá-lo, o usuário simplesmente seleciona o canal de TV que deseja assistir, dentre os disponíveis em uma lista, e a transmissão começa em alguns segundos. É necessário ter-se uma conexão à Internet em banda larga e, como seria de se imaginar, quanto maior a velocidade desta conexão menos problemas se terá na recepção dos canais. No momento dos testes a maioria dos canais estrangeiros listados estava funcionanado, mas alguns canais brasileiros estavam fora-do-ar, o que pode vir a frustar ao que acham que vão conseguir assistir "de graça" com o MegaCubo todos os canais disponíveis nas TVs por assinatura.

O programa MegaCubo no seu fundamento nada tem de extraordinário. Ele simplesmente captura fluxos de transmissão com a tecnologia streaming (transmissão contínua de conteúdo) disponíveis em diversos sites na Internet, reunindo-os em uma interface única e amigável. Por exemplo, ao selecionar o canal de TV britânico de dance music Ministry of Sound, as imagens são exatamente as mesmas que se obtém ao acessar o site do Ministry of Sound com qualquer navegador da Internet. O mesmo acontece com outros canais internacionais e brasileiros. Ou seja, os desenvolvedores do programa não devem enfrentar problemas legais pelo fato de estarem transmitindo canais pagos de forma gratuíta, pois o programa MegaCubo nada mais é do que um browser especializado em cadastrar e receber fluxos de streaming que são disponibilizados por outras pessoas ou empresas, em diversos sites na Internet.

Sem dúvida o programa MegaCubo deve estar já chamando a atenção dos administradores das empresas que dominam o mercado de TV por assinatura. Segundo dados da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), este setor movimentou em 2007 um total de R$ 6,7 bilhões, reunindo 5,3 milhões de usuários no Brasil. O programa MegaCubo faz parte de uma nova geração de serviços que estão trazendo a programação das emissoras de TV para a Internet, coisa que tem sido chamada de IPTV (TV sobre o protocolo-Internet - IP), que terá muita repercursão no futuro da própria existência da TV como é até agora.

Provavelmente as emissoras que operam no mercado de TV por Assinatura irão pressionar juridicamente no sentido que sejam proibidos programas como o MegaCubo. Mas sem dúvida já assistimos esta "novela" há alguns anos com a proibição do Napster e a tentativa (obviamente sem nenhum resultado prático...) das gravadoras de música proibirem a transmissão de arquivos MP3 pela Internet.

Em diversos sites existem análises que mostram que há sempre três passos a serem seguidos quando uma nova tecnologia se torna acessível pela Internet e que vai mudar radicalmente a maneira tradicional como se fazem negócios:

Primeira Etapa: Usar a técnica do avestruz.
Por mais incrível que possa parecer, num primeiro instante os dirigentes do "negócio tradicional" agem como o avestruz que enterra a cabeça na areia para não ver o perigo... Eles simplesmente ignoram (na verdade fingem ignorar) o advento de uma nova tecnologia na Internet que irá mudar de forma radical o mercado. Foi exatamente o que aconteceu quando o até então obscuro instituto alemão Fraunhofer Institut Integrierte Schaltungen inventou um algorítmo para a compressão de arquivos de áudio que ficou conhecido como MP3. No primeiro instante as gravadoras e produtoras de discos simplesmente fingiram ignorar que o padrão MP3 existia e funcionava, possibilitando comprimir -- em arquivos relativamente pequenos e sem muita perda de qualidade -- os arquivos de música digitais. De fato, o nascimento do MP3 deu-se numa época em que as conexões da Internet eram mais lentas que as atuais e a maioria dos usuários gastava algumas horas conectado para fazer o download de uma única música em MP3. Os diretores das empresas do mercado fonográfico acharam então que as pessoas não teriam paciência para fazer o download de um disco inteiro e, mesmo que o fizessem, naquela época só podiam ouvir os arquivos MP3 em um computador. Mas logo em seguida começaram a se tornar disponíveis conexões à Internet com banda maior, ao mesmo tempo que surgiram aparelhos portáteis e relativamente baratos nos quais se podia gravar e escutar os arquivos MP3. Também nesta época os gravadores de CD se tornaram mais baratos e o resultado foi uma explosão do tráfego de arquivos MP3 pela Internet.

Segunda Etapa: Chamem os advogados!
Ao se darem conta que estavam começando a perder dinheiro com a troca de arquivos de música em MP3 pela Internet, as empresas fonográficas tiveram uma idéia genial, que foi declarar que "este tal de MP3 é coisa de criminosos". Ou seja, os advogados foram mobilizados para estudar o assunto e (obviamente) chegaram à conclusão que a prática de envio de arquivos de música pela Internet violava as leis internacionais de direitos autorais. O site Napster, que distribuia músicas em formato MP3 gratuitamente, se tornou célebre pela luta jurídica que enfrentou contra os advogados das empresas detentoras dos direitos autorais das músicas. O poder de fogo do batalhão jurídico das empresas fonográficas acabou vencendo e o Napster foi fechado, para depois ser re-aberto como um serviço legalizado de venda de músicas. (Parece que também uma senhora norte-americana de 80 anos foi presa, porquê encontaram no seu computador diversos arquivos MP3 "ilegais" que tinham sido baixados da Internet pelos seus netos...) Mas o fato concreto é que o intercâmbio de arquivos de músicas em MP3 se popularizou, principalmente entre os adolecentes. Hoje em dia em qualquer computador pode-se encontrar de dezenas a milhares de arquivos MP3, nenhum dos quais foi obtido de forma "legal", segundo as gravadoras.
Terceira Etapa: Mude ou morra!
Tomando novamente o exemplo do MP3, hoje em dia praticamente ninguém mais compra CDs de música, as lojas que vendiam exclusivamente discos fecharam e as antigas empresas fonográficas estão falindo. Mas alguns visionários (leia-se aqui Steve Jobs e sua empresa Apple) perceberam o potencial que se abria com a comercialização de arquivos MP3 pela Internet e lançaram lojas on line para venda de músicas. As gravadoras que puderam ver o potencial do novo negócio (exemplo: Sony Music) se deram bem também e conseguiram sobreviver à mudança tecnológica. Na verdade estas empresas perceberam as vantagens de transferir o seu foco de negócio, que havia se transformado em "vender pedaços de plástico com músicas gravadas", novamente no seu objetivo original, que é "vender músicas".

Outras tecnologias da Interet seguiram caminhos semelhantes, mas com final feliz. O software Skype trouxe a possibilidade de usar o computador como telefone, abrindo para o usuário comum as vantagens do sistema VoIP (voz sobre protocolo da Internet). Hoje em dia as grandes operadoras de telefonia já se renderam ao VoIP de forma irreversível.

O programa MegaCubo parece que até há pouco estava na Fase do Avestruz e vinha sendo ignorado pelas operadoras de TV por Assinatura. Parece que agora entrou em uma nova etapa. O presidente da ABTA, Alexandre Annemberg, diz que, por desconhecer o sistema, não pode afirmar se ele é legal ou ilegal. Já o empresário Alexei Martchenko, sócio-proprietário da SD Internetworks Ltda., empresa que administra o Superdownloads, afirma que o site analisa tecnicamente o funcionamento dos programas e que todo o conteúdo oferecido respeita as normas e legislações vigentes no país. Ele afirmou porém que "existem casos em que há um buraco jurídico, que, por alguns momentos, permite a utilização de alguns programas até que surja uma decisão judicial definitiva." Parece então que os advogados já foram chamados e o MegaCubo entrou na Fase Dois.

Enquanto isso, os usuários continuarão a baixar o programa MegaCubo e instala-lo nos seus computadores, com o qual vão assistir daqui há pouco a etapa do Mude ou Morra das TVs por assinatura.

Para quem se interessar em acompanhar a evolução do assunto, há um fórum de discussão sobre o programa MegaCubo.

UTFPR e RPC fazem testes de TV digital em Curitiba


A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR, antigo CEFET-PR) e a Rede Paranaense de Comunicação (RPC) já estão fazendo os primeiros testes de propagação do sinal digital de TV em Curitiba e na região metropolitana da capital do Paraná. O sinal está sendo emitido na faixa de UHF no canal 41. As transmissões ocorrem a partir das instalações da RPC no bairro Mercês em Curitiba (coordenadas geográficas S25º 03,0' - W17º 13,7'), com uma antena cedida pelo fabricante Linear Equipamentos, de Minas Gerais.

O trabalho de pesquisa consiste no monitoramento da qualidade do sinal em 200 pontos espalhados por Curitiba e Região Metropolitana, ao longo de mais um mês. Para isso é usado um veículo adaptado, de propriedade da RPC, que dispõe de um mastro telescópico, no topo do qual está instalada uma antena direcional tipo Yagi. No interior do veículo o sinal é medido com equipamentos adequados à verificação da qualidade de transmissões no Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTV). Este trabalho, coordenado pelos professores Alexandre de Almeida Prado Pohl e Keiko Verônica Ono Fonseca, ambos da UTFPR, é de alta importância para se conhecer as características de propagação do sinal digital no SBTV. Vale lembrar que o SBTV foi baseado no sistema japonês ISDB-T, mas utiliza a codificação de vídeo no padrão H.264/MPEG-4 AVC, enquanto que no Japão é utilizado o padrão MPEG-2.

Dois tipos de sinais estão sendo transmitidos, ambos pelo mesmo canal, aproveitando uma das características do SBTV: um é o sinal digital de alta definição (HDTV) e o outro é o sinal denominado 1seg, também digital mas com resolução menor e indicado para ser recebido por dispositivos móveis, como telefones celulares e notebooks. As medições envolvem tanto a qualidade da recepção em HDTV e também a do sinal 1seg. O sinal está no ar 24 horas por dia mas, como se trata de uma emissão experimental, tem-se que usar um sinal que possa ser considerado ?neutro?, sem caráter comercial. Em HDTV, assiste-se a uma seqüência de imagens gravadas com paisagens, animais e cenas familiares. Na emissão de 1seg, são usadas fitas de vídeo do arquivo histórico da RPC, contendo reportagens feitas pelos jornalistas da rede paranaense no início dos anos 1990.

As transmissões comerciais de tevê digital da RPC em Curitiba só devem começar em novembro de 2008 e vão usar o mesmo canal 41 que está atualmente sendo utilizado para os testes.

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Linksys para de produzir o roteador WiFi WRT54G

A empresa Linksys, do grupo Cisco, anunciou que está encerrando a fabricação do roteador WiFi modelo WRT54G.


Este equipamento foi lançado em 2002 e se tornou bastante popular entre os entusiastas de redes sem fio a partir do momento em que se descobriu que o roteador tinha o seu firmware compatível com o sistema operacional Linux. A partir daí se tornou possível escrever novas versões do firmware, de modo a implementar uma série de funções não previstas originalmente pela Linksys para o equipamento, tais como controle de banda por usuário e suporte para VoIP. Esta característica foi no entanto perdida em 2005 quando a Linksys decidiu modificar o firmware do WRT54G de Linux para VxWorks. [Para saber como mudar o firmware do roteador WRT54G, clique aqui ]

A Linksys recebeu inúmeros pedidos para que o WRT54G voltasse a usar Linux e, em resposta, lançou o modelo WRT54GL (a letra L significa no caso Linux), disponível somente em alguns revendedores norte-americanos. Os roteadores WRT54GL são externamente semelhantes aos WRT54G, apenas identificados pela presença do Linux como base do firmware. Não está claro se a Linksys, com o fim da produção do modelo WRT54G, continuará fabricando o modelo WRT54GL.

Em substituição ao WRT54G, a Linksys sugere o roteador sem fios modelo WRT54G2, em design totalmente reformulado, com a antena completamente embutida dentro do aparelho, mostrado na foto e no vídeo abaixo.


LG lança no Brasil celular ´Secret´ com câmera de 5 MP



A empresa coreana LG lançou no Brasil o seu celular de luxo Secret (modelo KF755). É um celular leve e ultrafino (apenas 11,8 mm de espessura, 116 gramas de peso), terceiro modelo na linha de aparelhos premium da LG, inaugurada com o modelo Chocolate e reforçada no ano passado com o Shine. A empresa aposta na durabilidade neste modelo: o corpo é construído em fibra de carbono e a grande tela LCD colorida de 2,4 polegadas é protegida por uma placa de vidro temperado resistente a riscos.

Embora a tela não seja sensível ao toque, um painel logo abaixo dela é, e faz as vezes do joystick que é usado para a navegação em outros modelos. São seis "botões" que respondem com uma animação em luz azul e uma ligeira vibração quando tocados. Outro destaque do aparelho é a câmera, de 5 MP com flash e recursos como captura de vídeo em alta velocidade (120 quadros por segundo).

Apesar de não ser considerado um smarphone, o telefone LG Secret tem alguns recursos comuns a esse tipo de produto, como visualizador de documentos do Microsoft Office e arquivos em formato PDF. Também tem acesso à internet com um conjunto completo de aplicativos do Google pré-instalados, incluíndo Busca, GMail, Google Maps, Blogger e YouTube. Infelizmente toda esta tecnologia não é acompanhada pelas suas características de conectividade: o telefone é do tipo GSM e a conexão de dados é do tipo EDGE (Class 10, atingindo no máximo 236,8 kbps), portanto não-compativel com as redes HSDPA que estão chegando no Brasil.

O aparelho já está disponível para as operadoras VIVO e BRASIL TELECOM. O preço de venda depende do plano escolhido, inciando em aproximadamente R$ 950.

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Apple iPhone-3G também será vendido no Brasil pela VIVO. Mas onde está a rede 3G da VIVO?


A operadora de telefonia móvel VIVO, propriedade da Portugal Telecom e da espanhola Telefónica, anunciou nesta quarta-feira que também irá comercializar o iPhone 3G, da Apple, no Brasil. O mesmo anúncio já havia sido feito pela América Móvil, dona da operadora CLARO, na segunda-feira, quando o novo modelo do iPhone foi apresentado pelo CEO Steve Jobs da Apple nos EUA.
A previsão é de que os iPhones cheguem às lojas da CLARO e da VIVO entre agosto e setembro. A data do lançamento no Brasil depende da homologação dos aparelhos pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), um processo que leva pelo menos dois meses. Segundo a Apple, nenhum iPhone foi submetido ao processo de certificação da ANATEL até o momento.
Ainda de acordo com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o preço no Brasil dos aparelhos iPhone não será muito superior (em reais) ao praticado em dólares nos EUA.
Por outro lado, os consumidores devem levar em conta que a operadora VIVO não possui ainda uma rede 3G em operação no Brasil compatível com a tecnologia usada no novo modelo do iPhone. Apenas em algumas cidades do estado de Minas Gerais a rede da VIVO é semelhante à da CLARO, que tem cobertura 3G muito mais ampla em várias regiões do Brasil. É tecnicamente impossível que a VIVO consiga atualizar toda a sua rede para a tecnologia 3G à tempo da entrada dos aparelhos iPhone de forma oficial no Brasil.

Caminhe na direção certa com um detector de redes WiFi no tênis da Nike


Um designer chamado Stefan Ducaczwski, com escritório em Montréal no Canada, apresenta no seu site um tênis modelo Dunk da Nike que ele modificou para incluir um detector de sinais WiFi, através de três LEDs instalados em uma cobertura no pé esquerdo. Segundo o designer, trata-se de dar uma nova utilidade para o calçado, de acordo com os requisitos da vida moderna.

Aparentemente o calçado WiFi não é apenas um artigo conceitual e estaria à venda numa loja online chamada UBIQ LIFE, mas não encontramos lá informações sobre a disponibilidade e o preço do calçado.

Fonte: MSTRPLN

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Celulares na África

Nosso recente post no site NoWires sobre celulares em Uganda resultou em uma pesquisa sobre o uso crescente desta tecnologia no continente africano. Um dos resultados foi ler um texto muito interessante do jornalista Pedro Doria, no jornal "O Estado de S. Paulo", que aqui reproduzimos:

É bem provável que seja uma surpresa para muitos, mas em nenhum continente o uso de telefones celulares é mais sofisticado e inovador do que na África. Revolucionário, até. Celulares são usados para fazer transferências bancárias, leiloar safras de grãos e até mesmo para localizar elefantes.

É um continente pobre com parca infra-estrutura de telecomunicações. Ou seja, acesso à internet no interior é pouco e sempre muito caro. Daí que os africanos trataram de fazer com que seus celulares preenchessem algumas das funções necessárias do cotidiano digital.

Internet banking num mundo sem rede e no qual a maioria das pessoas não tem conta bancária é, evidentemente, um problema. Em muitas vilinhas do interior do Quênia, da Nigéria ou mesmo da África do Sul, caixas automáticos são raros ou inexistentes. Como em todo o mundo, no entanto, os jovens deixam as aldeias de seus pais para ganharem a vida na cidade grande. Seu problema de transferir dinheiro para a família continua existente.Em cada vila, portanto, há pessoas que começaram a atuar como intermediários nesse processo. Funciona assim: o filho na cidade compra alguns cartões de celular pré-pago no valor que deseja transferir. Liga para o vizinho intermediário de seus pais e dita os códigos. Ele carrega seu aparelho, desconta uma comissão, e dá aos pais pobres em dinheiro o valor transferido.

A cultura se adapta aos custos e à tecnologia também na ciência. Em boa parte do mundo, animais selvagens que devem ser acompanhados recebem coleiras GPS, para que sejam localizados por satélite. Não na África do Sul. Lá, os elefantes há três anos recebem uma coleira que é, essencialmente, um celular adaptado com chip e bateria de vida longa. Sai bem mais barato. Os animais são localizados, não por satélites, mas pela triangulação do sinal das antenas de recepção celular mais próximas.

A informação sobre safras e preços de grãos no mercado interno e externo, que fazendeiros na Ásia, Europa ou Américas consultam via internet, na África é distribuída em boletins por celular, também.Tão sofisticada e diferenciada é a maneira como os africanos encararam a telefonia celular que a indústria de telecomunicações, lá, teve de se adaptar e inovar com produtos e planos. Seu instrumento virou uma ferramenta essencial como em nenhuma outra parte. O continente é considerado um dos melhores testes para a implantação de certos recursos. (...)

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Leitor reclama que o roteador WiFi Linksys WRT54G não permite trocar as antenas por outras de maior ganho

Um leitor do site NoWires disse que teve uma decepção ao comprar recentemente um roteador WiFi modelo WRT54G da marca Linksys (Cisco): As antenas não podem ser removidas. De fato, parece que a Linksys resolveu de uns tempos para cá reduzir um pouco o custo de produção do seu popular roteador sem fios modelo WRT54G, eliminando os conectores TNC que permitiam que as antenas originais fossem removidas.

A foto abaixo mostra a parte de trás do modelo "antigo" do roteador WiFi WRT54G, onde verifica-se a presença de um dos dois conectores tipo TNC. A outra foto mostra as duas antenas removíveis com ganho na faixa de 2 dBi que vinham com o aparelho.


Para remover as antenas do WRT54G "antigo" bastava puxar um pouco a proteção plástica na extremidade inferior das antenas e desrosquear o conector. A partir dai o usuário podia instalar uma antena de maior ganho, se houvesse problemas de recepção. Com uma antena do tipo parabólica, o roteador podia servir até para transmitir o sinal WiFi a longas distâncias.


Nos roteadores WRT54G que tem antenas não-removível eliminaram-se os conectores TNC, sendo as antenas ligadas diretamente ao circuito impresso interno do aparelho (veja a foto abiaxo). Se o usuário tentar remover qualquer uma das antenas, vai acabar quebrando-a e danificando o aparelho de forma bastante séria. A série dos roteadores WRT54G que tem antenas fixas podem ser identificados sem a necessidade de abrir a caixa, examinando-se a etiqueta externa que identifica o número de série do aparelho: se o número de série tiver no início os caracteres CDFF ou CDFG, isto indica que a versão do firmware do aparelho é a de número 8, que é a usada nos aparelhos onde as antenas são fixas.



O nosso leitor informou que deseja estender o alcance do seu roteador Linksys WRT54G, pois ele mora em um sobrado e pretende usar o seu notebook com conexão sem fios WiFi nos dois pavimentos da residência. Como o roteador fica instalado no andar de baixo, no andar superior o sinal é fraco, provavelmente devido à atenuação introduzida pelas ferragens metálicas da laje da construção. A sua primeira idéia foi comprar uma antena de maior ganho, mas isso seria inútil pois não há como remover as antenas originais do aparelho que ele comprou.


Uma solução paliativa -- se bem que esteticamente estranha -- pode ser vista no vídeo abaixo. A sugestão é adicionar às antenas originais do roteador um refletor metálico, feito com folhas de papel alumínio.


O gabarito para a construção do refletor mostrado no vídeo acima está disponível aqui.

HP lança desktop integrado em um monitor de 22" sensível ao toque


A fabricante norte americana HP apresentou um computador de mesa que é totalmente embutido em um monitor sensível ao toque. Assim como acontece como o iPhone e com o iPhone-Touch da Apple, o usuário pode comandar o computador tocando a tela de LCD com dedos, podendo até mesmo dispensar o teclado e o mouse. Este lançamento está em sintonia com o recente anúncio que a próxima versão do Windows oferecerá suporte para monitores sensíveis ao toque. O novo computador da HP não possui gabinete, sendo todas as suas partes embutidas dentro do próprio monitor do tipo LCD, com 22 polegadas. O computador virá equipado com processador Intel Core 2 Duo, e um teclado sem fio. O sistema operacional é o Windows Vista, em uma versão desenvolvida pela Microsoft para telas de toque. Na conectividade sem fios, o computador já vem equipado com transceiver WiFi compatível com IEEE 802.11n.


O equipamento da HP chama-se TouchSmart PC e será lançado nos Estados Unidos no dia 13 de julho em duas versões: o modelo IQ504 custará US$ 1300, enquanto o modelo IQ506, terá o preço de US$ 1500 mil. O modelo mais caro tem placa de recepção de TV e disco rígido de 500 GB, enquanto que no modelo mais barato o disco rígido é de 320 GB.

É muito interessante a idéia da HP de integrar todo o computador dentro do próprio monitor. É um tipo de construção semelhante ao que já existe em alguns computadores da Apple, que chega agora através da HP à linha Windows-Intel. Mas não sei se a idéia de comandar um computador de mesa com toques na tela vai realmente "pegar". Eu acho que vai ficar bem feia a tela cheia de marcas de dedos engordurados, depois de algum tempo...

Como recarregar as baterias do seu celular em Uganda?

Paradoxos do mundo moderno: Os telefones celulares se tornaram recentemente comuns em Uganda na África e o sinal está presente mesmo em localidades pequenas. Mas muitas vilas não tem rede de energia elétrica, fazendo com que os usuários de telefones celulares enfrentem problemas cada vez que tem que recarregar as baterias dos seus aparelhos.

A solução é usar os serviços de recarga de aparelhos, nas cidades onde existe rede de energia elétrica. Cada recarga custa 500 Shillings Ugandenses (aproximadamente 0,20 Euro), equivalente a duas ou três ligações telefônicas. A maioria dos clientes das estações de recarga ficam esperando ou deixam um dos filhos vigiando o processo ao lado do proprietário do "estabelecimento", para garantir que a bateria do seu aparelho não seja trocada por um modelo de qualidade inferior ou que alguém use o seu telefone.

Proliferam também em Uganda serviços de recarga de baterias automotivas, que são usadas nas vilas sem eletricidade para alimentar aparelhos de som e televisores e até para iluminação doméstica.

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

iPhone-3G virá para o Brasil, mas vai enfrentar o avanço do VoIP sobre os telefones celulares

Finalmente o novo modelo do iPhone, com capacidade de conexão a redes de telefonia celular 2G (GSM) e 3G (HSDA), foi mostrado pelo presidente da Apple, Steve Jobs, em versões com memória de 8GB e 16GB. Externamente o iPhone-3G tem apenas as bordas um pouco diferentes que o modelo anterior e a côr preta mais intensa. Jobs prometeu que o modelo de 16GB estará disponível também na côr branca. O ponto fraco do aparelho é a câmera, de 2 megapixels, semelhante à da versão anterior e que já era motivo de críticas por parte de vários usuários.

A grande novidade do iPhone-3G ficou com o preço sugerido para o mercado norte-americano, de US$ 199 para a versão com 8 GB e US$ 299 para o de 16GB, inferior aos US$ 399 and US$ 499, respectivamente, da atual versão GSM. Para obter estes preços, no entanto, o consumidor terá que optar por um plano de serviços da operadora norte-americana AT&T, com prazo mínimo de permanência de 18 meses.


A empresa mexicana América Móvil, que controla a operadora Claro, informou junto com a apresentação do iPhone 3G que nova versão do celular da Apple será lançado no segundo semestre deste ano no Brasil. Os valores dos aparelhos e os planos de tarifas que serão praticados no Brasil ainda são um mistério.

No lançamento do novo iPhone-3G deve-se lembrar que, além de ser um telefone celular, o aparelho permite a conexão a redes WiFi. Este tem sido um grande atrativo para o aparelho, principalmente nos EUA, onde redes WiFi estão disponíveis em muitos lugares, como bares e cafés. Por enquanto a conexão via WiFi serve para que o usuário do iPhone acesse à Internet sem usar as redes das empresas de telefonia, consultando sites e lendo e enviando email. Mas pelo menos uma empresa, a iCall (Greenwich, Connecticut , EUA), está lançando a versão beta do seu software de VoIP para iPhone. Diferente do Fring, o software iCall para iPhone não só permite fazer e receber chamadas através do protocolo VoIP, mas também "transferir" para a rede Wi-Fi qualquer chamada recebida. Em teoria, quando um usuário receber uma chamada através de uma operadora de um telefone GSM, mas estiver em um local com cobertura de uma rede WiFi, poderá acionar o software iCall e transferir a sua chamada para VoIP.




A empresa iCall ainda não está disponibilizando de forma ampla a sua versão do software para iPhone, mas afirmam que funciona. Antecipando alguma polêmica, os diretores da iCall deixam claro que fazem parte do programa de desenvolvimento de aplicativos da Apple e que não usaram nenhum subterfúgio ou APIs desconhecidas para escrever o programa. Afirmam também que o próprio Steve Jobs já deixou claro em algumas palestras que não há restriçoes sobre o uso de VoIP no iPhone.

Mas se o iCall para iPhone realmente funciona (e, futuramente, será que vai funcionar também no iPhone-3G ???), não será um desastre para as operadoras de telefonia celular? Vamos esperar para ver...


Domingo, 8 de Junho de 2008

Receba fotografias do ladrão que roubou o seu notebook

Na semana passada a Agência Reuters noticiou que uma cidadã norte-americana teve por acaso a sua câmara fotográfica recuperada por um dispositivo sem fios. A câmara da Sra. Alison DeLauzon foi roubada mas tinha no seu interior um cartão de memória de 2GB da marca Eye-Fi, que se conecta a uma rede WiFi para descarregar as fotos para um site de escolha do usuário.


Após o roubo, quando a Sra. DeLauzon acessou o site onde costumava colocar as suas fotos, viu com surpresa, entre as fotos que ela havia tirado alguns dias antes do seu filho, algumas fotografias que mostravam os ladrões da sua câmara fotográfica. Aparentemente os larápios estavam com a câmara ligada em um local onde existia uma rede WiFi aberta; o cartão Eye-Fi da câmara detectou a conexão sem fios disponível e fez automaticamente o upload das fotos gravadas no cartão para o site. A Sra. DeLauzon reconheceu que os ladrões eram dois funcionários de um restaurante onde ela havia jantado no dia em que sua câmara desapareceu. Os dois funcionários não chegaram a ser presos, mas frente às evidências do roubo o proprietário do restaurante os demitiu.

No caso, a descoberta dos ladrões foi fruto do acaso. Mas algumas empresas já estão apresentando produtos específicos para quem deseja tentar recuperar um telefone celular ou um notebook furtado ou roubado. A empresa inglesa Gadget Track, por exemplo, oferece três produtos na forma de software, dedicados respectivamente para notebooks com Windows, notebooks Apple e telefones celulares. Os aplicativos são instalados de forma discreta nos aparelhos e tem como objetivo enviar avisos aos seus legítimos proprietários, em caso de furto ou roubo.

Tanto no caso dos software para Windows e Apple (OS-X), os aplicativos ficam como se fossem vírus, ocultos entre os arquivos do sistema operacional. Cada vez que o notebook for conectado a uma rede diferente daquela que está cadastrado, seja por cabos ou por conexão sem fios, os dados da rede são enviados para um endereço de email escolhido, incluíndo os números IP dos servidores e o nome do provedor de acesso. Com estes dados é possível em muitos casos saber onde se encontra o notebook, permitindo tomar-se ações para tentar recupera-lo. A versão para notebooks Apple tem inclusive a característica de acionar de forma silenciosa a câmara fotográfica do equipamento, enviando junto com os dados algumas fotos e vídeos da pessoa que está usando o notebook desaparecido. No caso do software para telefones celulares, a Gadget Track produz versões específicas para telefones Blackberry, telefones com Symbian (usados em aparelhos da Nokia e da LG) e para aparelhos que usam Windows Mobile. A empresa promete para breve uma versão para o iPhone da Apple, que também funcionará no iPod-Touch - e que também irá tirar fotografias e envia-las de forma oculta para o legítimo proprietário do aparelho.

A empresa Gadget Track também produz uma versão do software para Windows e OS-X que pode ficar gravada em um pen-drive que, ao ser conectado a um computador pela porta USB, será executado automaticamente, com o objetivo de dar pistas da sua localização.

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Estudo de universidade norte-americana envolvendo telefones celulares é criticado por invadir a privacidade

Um grupo de pesquisadores da Northeastern University (localizada em Boston, nos EUA) publicou esta semana um trabalho na revista Nature que está despertando críticas pela forma como foi conduzida a amostragem dos dados. O interesse dos pesquisadores Albert-Lazlo Barabasi e Cesar Hidalgo, vinculados à área de ciências sociais da universidade, era verificar os hábitos de deslocamento de um grupo de pessoas, com o objetivo de determinar se elas mantinham-se próximas aos seus lares ou se movimentavam bastante no ambiente urbano.

Para conduzir a pesquisa, foi feita uma parceria com uma empresa de telefonia celular, não identificada no artigo, que utilizou o seu sistema de gerenciamento das estações rádio-base para verificar a localização de um grupo de 100 mil usuários tomados ao acaso. Os autores deixam claro que a pesquisa não foi realizada nos EUA, pois existem lá restrições legais para que se use os sistemas de telefonia celular para fazer a localização de indivíduos, a não ser que a própria pessoa solicite isso. Mesmo assim, as autoridades norte-americanas estão considerando que os pesquisadores não agiram de forma ética na sua amostragem, tomando partido da falta de legislação de proteção da privacidade no país escolhido. No artigo publicado, a única indicação do local onde foi realizada a amostragem diz que trata-se de "um país industrializado".

Em sua defesa os autores afirmam que o estudo foi importante para determinar o comportamento típico das pessoas com relação aos hábitos de deslocamento e que, até agora, não existia nenhum dado confiável sobre o assunto. As conclusões da pesquisa indicaram que aproximadamente 50% das pessoas no grupo estudando não se afastavam mais do que 10 km do local onde moram e que 83% destas pessoas mantinham-se por meses vivendo em um círculo com 60 km de diâmetro. Os deslocamentos regulares de longa distância foram raros. Aproximadamente 3% das pessoas estudadas regularmente faziam deslocamentos além de um círculo de 320 km, enquanto que menos de 1% foram além de 1000 km do local onde moravam.

Não me parece uma pesquisa muito importante...

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Empresa norte-americana propõe-se a usar WiFi no lugar de Bluetooth

Apesar de compartilharem o mesmo espectro de freqüências na faixa de 2,4 GHz, as tecnologias WiFi (IEEE 802.11a/b/g/n) e Bluetooth (IEEE 802.15.1) tem focos diferentes. As redes WiFi foram concebidas como uma alternativa para se montar uma LAN (Local Area Network) sem fios; portanto aplicam-se à interligação de dispositivos que convivem em um mesmo ambiente, tais como computadores em um escritório ou em uma residência. Já a tecnologia Bluetooth volta-se ao que o IEEE chama de PAN (Personal Area Network), ou seja, o ambiente em torno do usuário. Assim, por exemplo, utiliza-se Bluetooth para ligar o fone de ouvido com o telefone celular ou para transmitir dados entre dois telefones celulares muito próximos um do outro.

Estes conceitos estão sendo postos por terra pela proposta da empresa Ozmo Devices, baseada em Palo Alto na Califórnia (EUA). A empresa, fundada em 2004, recebeu aporte de capital da Intel e está apresentando os primeiros resultados no evento COMPUDEX 2008, que ocorre esta semana em Taiwan. A idéia da Ozmo Devices é empregar WiFi para interligar dispositivos simples, tais como fones de ouvido e mouses, a um computador. Ou seja, ela se propõe a usar WiFi para PAN, como uma alternativa mais barata aos dispositivos Bluetooth.

A idéia baseia-se na constatação de que praticamente todos os computadores portáteis hoje em dia já vem com WiFi instalado, mas nem todos tem Bluetooth. A dificuldade para se implementar WiFi em vez de Bluetooth para redes de curta distância e em dispositivos portáteis está no fato dos circuitos integrados tradicionais para WiFi consumirem muita potência, ao mesmo tempo que são mais caros do que um chip Bluetooth. A empresa Ozmo Devices afirma no entanto que conseguiu superar estas limitações, desenvolvendo um circuito integrado de baixo consumo e baixo custo, que poderá ser usado para a interligação sem fios de dispositivos simples com um notebook, tais como mouse e fones estéreo.

A demonstração da tecnologia da Ozmo Devices está sendo feita do estande da Intel na COMPUDEX. A empresa afirma que consegue estabelecer um link de 9 Mb/s entre os dispositivos e que o consumo de energia no seu chip é muito menor do que o atualmente verificado em dispositivos Bluetooth. Por exemplo, um fone de ouvido Bluetooth tem tipicamente baterias com 4 a 6 horas de duração, enquanto que num fone WiFi, usando o chip da Ozmo, as bateriais durarão entre 15 e 20 horas. Outra vantagem apregoada é que o protocolo Bluetooth somente permite um maximo de 7 dispositivos conectados a uma PAN, enquanto que a tecnologia WiFi permite estabelecer uma rede com dezenas de nós. Além disso, a tecnologia Bluetooth tem um sério problema de segurança, porquê em certas condições permite que se estabeleça uma conexão entre dispositivos sem que o usuário a tenha autorizado. No caso da tecnologia WiFi, a Ozmo Devices afirma que podem ser usadas as medidas usuais de segurança de redes WLAN, que impedem o acesso à rede de dispositivos sem a devida autorização.

A Ozmo Devices anunciou que seu circuito integrado WiFi de baixo consumo estará disponível em escala industrial até o final do ano. Informou também que a empresa Belkin está já fazendo testes com amostras do novo circuito integrado, mas ainda não se posicionou se irá usa-lo em futuros produtos.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Broadcom anuncia solução 'single chip' para IEEE 802.11n

O fabricante de circuitos integrados Broadcom anunciou hoje (3 de junho de 2008) o lançamento de um chip capaz de prover conexão WiFi em alta velocidade segundo o protocolo IEEE 802.11n e, ao mesmo tempo, possibilitar a interface tipo USB. O novo produto, referenciado como BCM4323, combina em um único invólucro o sistema de acesso à camada MAC segundo IEEE 802.11, dois rádios completos (2,4 GHz e 5 GHz), um microcontrolador tipo ARM e uma memória RAM. O chip é construído em uma única pastilha de silício, utilizando processo CMOS de 65 nm.

Segundo a companhia, o novo produto permite a fabricação de um adaptador WiFi-802.11n/USB de reduzidas dimensões e baixo consumo de energia, possibilitanto o uso de conexão sem fio de alta velocidade em notebooks e outros dispositivos portáteis.

A empresa Broadcom foi fundada em 1991 e tem sua sede na cidade de Irvine, Estado da Califórnia (EUA), com escritórios e centros de pesquisa e desenvolvimento na América do Norte, na Ásia e na Europa. Seu foco são circuitos integrados na área de comunicações sem fio, incluíndo WiFi, Bluetooth, VoIP e GPS.


Paraná debate cidades digitais e aplicações na área da educação

O Paraná, que tem vários projetos de inclusão digital bem encaminhados e promete infovia estadual para 2009, será palco de um evento para discutir as aplicações, novidades e experiências de sucesso em cidades digitais. É o seminário Paraná Wireless ? A banda larga incrementando os serviços públicos, que será realizado no dia 17 de junho, em Curitiba.

O evento é realizado pela Network Eventos em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e a Companhia de Informática do Paraná (CELEPAR). A expectativa é reunir 100 pessoas para debater os temas que estão na agenda dos municípios digitais.

A grade de programação inclui assuntos como: inclusão digital e cidadania; alternativa das parcerias público-privadas para a sustentabilidade das cidades digitais; aplicações das tecnologias (em e-gov, saúde, segurança, educação, etc.); mitos e verdades sobre radiação eletromagnética, entre outros assuntos.

Haverá ainda apresentação de casos de sucesso, dedicada a lançar um olhar mais detalhado sobre o que está sendo feito especificamente em solo paranaense, incluindo os painéis Rede Convergente do Estado do Paraná e Iniciativas de Cidades Digitais do Estado do Paraná.

O evento ocorrerá no auditório do SERPRO-PR (Rua Carlos Pioli, 133, Bom Retiro, Curitiba). A taxa de inscrição é de R$ 380. Para os representantes de órgãos municipais, estaduais e federais, as inscrições são cortesia e limitadas. Inscrições e outras informações em www.networkeventos.com.br/evento.php?evento=83&lg=pt

Arrependida, a Intel tenta voltar para o mercado de telefones móveis com o processador Atom

Em 2006 a Intel, empresa norte americana líder nos microprocessadores, tomou uma decisão da qual aparentemente está se arrependendo agora. Naquela época ela vendeu, por US$ 600 milhões, para a empresa Marvell a sua divisão que produzia circuitos integrados destinados a telefones celulares e dispositivos móveis.

O Presidente da Intel Paul Otellini reuniu jornalistas no escritório da agência de notícias Associated Press em Nova York no dia 28 de maio, quando anunciou que a empresa tem planos de incentivar o uso do seu novo processador Atom de baixo consumo de energia em dispositivos móveis. Em sua entrevista, Paul Otellini seguiu uma linha de raciocínio onde mostrou que o objetivo final do mercado de telefonia móvel tem sido fornecer conectividade plena à Internet aos usuários de telefones móveis. Pois então, segundo ele, será "mais fácil adicionar o serviço de voz a um computador móvel do que o acesso à Internet a um telefone móvel".


Será que ninguém antes na Intel tinha visto isso? Na verdade o aparelho que todos nós chamamos de "telefone celular" há muito tempo é um mini-computador portátil. Quanto mais poderoso for este aparelho, sob o ponto de vista de capacidade de processamento e armazenamento de informações, mais útil ele será e, portanto, mais atrativo para os clientes das operadoras de telefonia celular.

Outro ponto supreendente na reunião com Paul Otellini foi sua afirmação de que a Intel acredita que o Linux será o sistema de preferência para o desenvolvimento de aplicações móveis. Parece portanto que a Intel está se distanciando da Microsoft, sua parceira de mais de 20 anos. Foi uma época na qual os processadores Intel e o sistema Windows estiveram tão associados que cunhou-se a expressão "Wintel", mais ou menos equivalente à dupla Tom e Jerry....

O processador Atom é um novo produto, fabricado na tecnologia de 0,45 micrometros. Esta tecnologia foi introduzida pela Intel com a linha de processadores baseados no core Penryn, que consomem apenas 5,5 watts. Logo em seguida a Intel completou a família de microprocessadores de baixo consumo, de apenas 4 watts, baseados no core Diamondville. O processador Atom é baseado na plataforma Silverthorne e foi desenvolvido do zero, com o objetivo de oferecer um consumo elétrico o mais baixo possível. A arquitetura lembra um pouco a do Pentium original, com um design simples, que não oferece um desempenho por ciclo de clock muito elevado, mas que em compensação permite eliminar um volume muito grande de componentes encontrados nos processadores atuais, reduzindo brutalmente o consumo elétrico do processador. A versão mais econômica do Atom opera a apenas 500 MHz, mas tem um consumo típico de apenas 0,6 watts, o que é menos até mesmo que os chips ARM comumente usados em telefones celulares e palmtops. Na seqüência a Intel pretende lançar também versões mais rápidas do processador Atom operando a até 1,8 GHz, com consumo até 2,5 watts.


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